SOL DE MAÑANA E TERMAS DE POLQUES

Altas temperaturas no deserto boliviano

Sol de Mañana

Imagine seu dia começando assim: você acorda 4h30 da manhã ainda no escuro, toma um chá de coca (afinal você está há quase 5.000 metros de altitude e não quer passar mal), depois ainda na escuridão que conserva a imagem da lua e de algumas estrelas, você entra numa 4×4 em direção ao nada (afinal você está no deserto e no escuro). Meia hora depois, a primeira paisagem que vê ao nascer do sol é um deserto com umas cinqüenta crateras expelindo gases com muita pressão. A sensação é de que você está em outro planeta! Sério!!

Foi assim que iniciou o passeio que fizemos ao Sol de Mañana, área de 2km² caracterizada por intensa atividade vulcânica, incluindo fumarolas e gêiseres em cratera, onde também podem ser vistas lavas ferventes. Há uma altitude de 4850m, é o campo de gêiseres mais alto do mundo.

Durante o início da manhã, a marcante diferença entre a temperatura do ar e do misto de água e vapor quente expelido pelas fumarolas e gêiseres, faz com que a “fumaça” expelida seja mais intensa, atingindo de 10 a 50 metros. Esse fenômeno combinado com a luz rasante do sol, tornam esse período do dia o melhor para apreciação, por isso o nome (Sol da Manhã). A paisagem gerada parece nos levar de volta aos tempos de formação da Terra.

As fumaças são compostas por enxofre, o que gera um mau cheiro, mas que não chegou a me incomodar, talvez por estar compenetrado no visual do lugar.

 

Termas de Polques

Após um dia de deserto e uma noite sem banho, as Termas de Polques (também conhecidas como Termas de Chalviri) vieram muito a calhar! A pequena piscina de águas termais se encontra no pé da Montanha Polques e a temperatura da água fica em torno de 30 a 40 graus. Uma delícia! Sem falar que a água é totalmente translúcida e a paisagem ao fundo é fantástica, uma lagoa com flamingos e mais ao fundo a montanha.

 

Durante nossa estadia na Bolívia vimos e vivemos de tudo, altas/baixas temperaturas, lugares incríveis como esses, animais exóticos, uma cultura marcante e a adaptação a altitude.  Também vimos e vivemos muitas coisas negativas, a pobreza, péssimos hábitos de higiene e serviços precários de um modo geral. Por isso tudo, considero que viajar para a Bolívia é estar disposto a lidar com situações extremas, afinal, qualquer um que encare a experiência, com certeza voltará transformado de alguma maneira por essa aventura toda nesse país com tantos contrastes.