Salar de Uyuni

O maior deserto de sal do mundo

O Salar de Uyuni é um lugar obrigatório para qualquer um que vá a turismo para a Bolívia e indispensável para quem gosta de belezas naturais exóticas. No entanto, é mais indicado para quem tem espírito aventureiro, afinal, para conhecer o Salar e as outras belezas da regiãos é preciso fazer uma road trip de pelo menos três dias por lugares inóspitos. Para os não tão aventureiros, é possível fazer um passeio de um dia e ir apenas ao Salar, o que definitivamente eu considero um erro ENORME, porque o Salar é apenas a “ponta do iceberg” de lugares incríveis da região. Vai por mim!

 Aventura era tudo o que nós, quatro mochileiros brasileiros, queríamos. O que não sabíamos é que nossa aventura começaria antes mesmo de partimos para a road trip. Às quatro e meia da manhã chegamos a Uyuni, corrijo, fomos despejados em Uyuni! O ônibus que nos levou até lá nos largou no “terminal de buses” (que nada mais é que uma rua qualquer), num baita frio, com uma ventania, muita poeira e, obviamente, com todos os estabelecimentos fechado. Aí neguin, se vira nos 30! O pior é que o lugar parecia uma cidade fantasma. Depois de apertar algumas campainhas de hotéis, conseguimos um quarto para descansar até amanhecer. Após um café da manhã reforçado, iniciamos a road trip, nós quatro brasileiros, um casal composto por uma boliviana e um italiano, uma alemã e nosso motorista/guia/cozinheiro boliviano, Silvio.

A primeira parada foi no Cemitério de Trens. Locomotivas utilizadas no transporte de minério no início do século XX que, após a segunda guerra mundial, com o declínio do comércio, foram abandonadas no deserto, criando o “cemitério”.

 

E finalmente chegamos ao Salar de Uyuni, a maior planície de sal do mundo, com 10.582 km². A região, que fica no sudoeste da Bolívia, perto da Cordilheira dos Andes a uma altitude de 3.656 metros acima do nível do mar,  foi formada como resultado de transformações entre diversos lagos pré-históricos. Estima-se que na sua totalidade contenha 10 bilhões de toneladas de sal, das quais menos de 25 mil toneladas são extraídas anualmente. Resumindo, o lugar é bem exótico!

Você com certeza já viu alguma foto do Salar com pessoas gigantes e minúsculas diante de outras pessoas ou objetos. Essas fotos são possíveis devido a imensidão branca e o horizonte a perder de vista, que favorecem a ilusão de ausência de profundidade e de perspectiva. Algumas fotos do Salar:

Claro que não podíamos fugir do clichê e fazer a nossa foto clássica no Salar:

 

Próxima parada: Isla Icahuasi

No meio da imensidão branca do Salar, chegamos a Isla Icahuani, também conhecida como Isla del Pescado. A ilha é a ponta de um antigo vulcão que existiu quando o Salar era um grande lago e a presença de corais, deixa evidente que ela permaneceu submersa por muito tempo. A ilha é repleta de cactos gigantes, com centenas de anos, um deles com mais de 1000 anos.

 

Ao final deste primeiro dia, passamos a noite em um hotel de sal, tudo, desde chão, parede e até a estrutura da cama, era de sal. Logo que chegamos o sol estava se pondo, apesar do vento forte e o início de uma tempestade de areia, saí para fazer umas fotos. Tirei uma foto e voltei. Pensei comigo: “Chega de aventura por hoje, amanhã tem mais.”